
A recente crise pandémica teve um grande impacto nas start-ups e espera-se que algumas destas mudanças sejam duradouras. As pequenas empresas normalmente têm menos recursos e são mais vulneráveis à perda de clientes e investidores, especialmente durante crises.
Este estudo investiga de que modo os processos de negócio das start-ups foram afetados e como os empreendedores geriram esta mudança repentina trazida pelo surto de COVID-19. Os dados foram analisados utilizando métodos de investigação qualitativa, através de entrevistas extensivas aos cofundadores de dezoito start-ups em Portugal.
Os resultados mostram que os três principais processos de negócio afetados pela crise de COVID-19 foram o marketing e as vendas, a logística e as operações e o suporte organizacional. O caminho para o sucesso inclui ser flexível, ágil e adaptável, com conhecimento tecnológico focado nos canais digitais, para o encontro de novas oportunidades e da sua inovação.
Para além disso, a resiliência, o autoaperfeiçoamento, a educação, a prontidão e adoção de tecnologia, a relação de proximidade com os clientes e as outras partes interessadas e a experiência de incubação parecem proteger as start-ups contra surtos de crises pandémicas.
Startups, empreendedorismo, processos de negócio, pandemia, COVID-19, prontidão tecnológica; pequena empresa
Silva, E., Beirão, G., & Torres, A. (2023). How Startups and Entrepreneurs Survived in Times of Pandemic Crisis: Implications and Challenges for Managing Uncertainty. Journal of Small Business Strategy, 33(1), 84–97. https://doi.org/10.53703/001c.72084